Livro: Paixão Pagú

Publicada em: 17/04/2009


Hoje a dica do site é para a leitura de uma biografia, ou para ser mais exato, uma “quase biografia” como o título deste livro já anuncia: Paixão Pagu.


Capa do livro Paixão Pagu


Você não conhece Pagu? Tudo bem, afinal é para isso mesmo que se lê uma biografia, para conhecer a vida de uma pessoa... Além disso, apesar de ser uma das personalidades femininas mais famosas no Brasil do século XX, é fácil - e triste - entender que não se conheça Pagu.

Infelizmente em nosso país o reconhecimento da participação das mulheres na sociedade ainda deixa muito a desejar. Há 50 anos a situação era muito pior. Um bom exemplo disso é o número pequeno de escritoras reconhecidas em nosso país...Clarice Lispector e Cecília Meireles neste contexto são exceções que apenas confirmam a regra.


Isso tudo tem muito a ver com a vida de Pagu e é outro bom motivo para ler sua autobiografia. Afinal, ela foi uma grande líder feminista e participou de lutas justamente para a valorização das mulheres no cenário nacional. Escritora, jornalista, feminista, comunista... Numa sociedade ainda mais conservadora do que a de hoje em dia... Não é difícil imaginar que isso resultou em prisão. Não uma, mas várias! No total, foram 23 detenções desta inimiga de Getúlio Vargas.



Pagu ao lado de Oswald de Andrade (esq.)


Escrito originalmente como uma longa carta a seu segundo marido, Geraldo Ferraz, o texto permaneceu inédito por mais de 60 anos até que seus filhos resolveram publicá-lo na forma de biografia. Neste relato, Pagu fala de sua militância política e do desencanto com o comunismo soviético, de sua vida amorosa, das suas relações familiares com os pais e irmãos, de ser mãe, do casamento com Oswald de Andrade...




Sim, Pagu foi casada com Oswald de Andrade e muitas vezes é lembrada por isso. Muita gente chega a se confundir, dizendo que ela teria sido a musa da Semana de 22. Mas não, ela participou do Movimento Antropofágico e publicou seu primeiro romance em 1933, chamado Parque Industrial, a primeira experiência de romance proletário no Brasil.

Se quiser conhecer mais sobre a vida de Pagu, visite o site Pagu.