Novo documento desafia visões sobre Alemanha Nazista

Novo documento desafia visões sobre Alemanha Nazista - Joachim Mowinckel


Um memorando confidencial, proveniente diretamente de Hitler, revela planos explícitos para o Holocausto

Para os historiadores, no tema mais pesquisado de todos, o Holocausto Nazista, sempre houve a dificuldade em achar uma prova incontestável de uma ordem concreta de Hitler determinando a exterminação dos Judeus. Esta questão, que vem frustrando acadêmicos e servindo de argumento para apologistas e simpatizantes do regime Nazista desde o fim da Segunda Guerra Mundial, parece ser resolvida com um documento escrito pela mão do Fuhrer encontrado em Setembro do ano corrente.

Um achado sensacional

O memorando foi encontrado nos arquivos de Potsdam por um grupo de estudantes, em Setembro. Espantosamente, ninguém havia notado o documento. Estima-se que foi escrito em Fevereiro de 1939 com a intenção de envio de informação de Hitler para o lider do SS, Heinrich Himmler, durante uma reunião segreta em Berlin/Alemanha. O Fuhrer explicou seus planos de criar campos de exterminio em diferentes cidades ao leste do império que previu para o futuro.

Até agora, historiadores importantes do “Dritte Reich”, como o Ian Kershaw, professor da Universidade do Sheffield, estimavam que as ambições genocidais(?) do governo Nazista nao haviam se cristalizado antes de 1941, quando o exército Alemão na Rússia passou de vitórias rápidas a derrotas cruciais. “Esse é um achado absolutamente sensacional”, remarcou o professor Kershaw, “é o elemento comprobatório mais importante desde a abertura dos arquivos soviéticos; vai seguramente revolucionar a literatura acadêmica e levar à uma reavaliação da questão da responsabilidade pelo Holocausto”.

Nem todos estão igualmente convencidos

David Irving, um historiador britânico de renome, tem argumentado em várias de suas obras que Hitler na realidade nunca esteve ciente da existência dos campos de extermínio e que havia ele sido manipulado por seus assessores. Ele, no entanto, não vai mudar sua mente como uma conseqüência do achado: “O memorando não tem credibilidade alguma, o procedimento de autentificação é totalmente corrupto e somente é de utilidade aos interesses políticos de meus rivais.”

Então, por hora, os debates seguem como antes; nem todos percebem o memorando como evidência conclusiva. O mundo já viu provas alegadas serem refutadas por novas pesquisas, notavelmente o “Diario do Hitler”, publicado na Alemanhia do Oeste no ano 1983. Naquele caso, os documentos foram primeiramente autenticados por peritos antes de se desfazerem seguindo uma avaliação mais rigorosa.

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