"Pecados podem ser perdoados, mas a consciência mata".

Após quatro temporadas é possível afirmar que Dexter é uma das melhores séries da TV ultimamente.
Dexter Morgan que é interpretado pelo excelente Michael C. Hall (que já está recuperado de um câncer diagnosticado em janeiro), já mostrou seu talento na sombria série da HBO Six Feet Under, é um perito criminal, cuja principal especialização é sangue e “seu trajeto” durante a execução do crime, serial killer por natureza, porém com dupla personalidade, capaz de construir uma família e levar uma vida normal. Uma pessoa adorável, muitas vezes se passado por alguém frio por ser tolo, acima de qualquer suspeita. Alias, essa é a maior característica de Dexter: não conseguimos odiá-lo, é inevitável nutrirmos uma simpatia por ele.
A série é ambientada em Miami em ambientes claros, com céu límpido, totalmente atípico para um serial killer. Dexter é um “justiceiro” que conclui investigações da policia Metropolitana, local de trabalho de Dexter e sua irmã Debra (interpretada por Jennifer Carpenter, esposa de Michael C. Hall). Ironicamente, o Estado da Flórida é um dos 36 dos 50 estados que instituíram a pena de morte, desde 1976.
As temporadas geralmente iniciam sem significado, uma serie como qualquer outra*, mas depois vai tomar forma, se desenvolvendo de forma surpreendente, uma das estratégias é chamar convidados especiais que entrarão na vida de Dexter e farão muita diferença durante toda a trama: Ice Truck Killer, promotor Miguel Prado (Jimmy Smits como promotor Miguel Prado, o ótimo John Lithgow como Arthur Mitchell/Trinity na quarta temporada). Eles sabem “atiçar” a curiosidade para as temporadas seguintes.
Vale a pena assistir Dexter. Destaque para os “voice overs” de Dexter. São impagáveis!

* A primeira temporada foi bem fraca e finalizou da mesma forma, séries melhores são canceladas antes da conclusão, vide Trauma, Flash Foward (possível substituta de Lost, imperdoável até hoje para muitos) ou Happy Town, por exemplo.